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n. m.ação de desviar o rumo
O primeiro dicionário digital da Academia das Ciências de Lisboa
Dicionário da Língua Portuguesa
A obra impressa em dois volumes disponível para consulta
Dicionário da Língua Portuguesa
Mais de 100 000 entradas

Destaques

O Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa (ILLLP), da Academia das Ciências de Lisboa, apresenta o Vocabulário Fundamental da Academia das Ciências de Lisboa, uma ferramenta digital que organiza 2522 unidades lexicais essenciais da língua portuguesa por níveis de complexidade.
É difícil imaginar um leitor que percorra de A a Z as mais de 100 mil entradas deste Dicionário da Língua Portuguesa. Porém, é plausível prever que, palavra a palavra, se entusiasme com a riqueza da língua que é nossa pátria, uma língua viva e dinâmica no uso oral e escrito que dela fazemos.

Curiosidades

A expressão ter memória de elefante significa ter uma memória excecional, isto é, ser capaz de recordar factos, acontecimentos, pessoas ou lugares durante muito tempo e com grande precisão. A Tiago tem memória de elefante: ainda se lembra de todos os colegas da escola primária. A origem desta expressão está associada à ideia, muito difundida, de que os elefantes têm uma capacidade de memória invulgar. Estes animais conseguem reconhecer outros membros do grupo após longos períodos de separação, recordar percursos, locais de água e experiências anteriores, competências importantes para a sua sobrevivência. Assim, por comparação com essa característica atribuída aos elefantes, diz-se que alguém tem memória de elefante quando demonstra uma grande facilidade em guardar e recuperar informações, mesmo passados muitos anos. Consulte a expressão ter memória de elefante no Dicionário da Língua Portuguesa (DLP).
A expressão sem dizer água vai significa sem avisar, sem dar satisfação. O rapaz foi-se embora sem dizer água vai. A origem desta expressão está ligada a um antigo costume urbano. Antes da existência generalizada de sistemas de esgotos, era comum lançar pela janela águas sujas e outros despejos para a rua. Para prevenir quem passava, gritava-se «Água vai!», aviso que permitia aos transeuntes afastarem-se a tempo. Assim, por extensão, diz-se que alguém faz alguma coisa sem dizer água vai quando age de repente, sem aviso prévio ou sem dar qualquer explicação. Consulte a expressão sem dizer água vai no Dicionário da Língua Portuguesa (DLP).